in reply to Levs 🍷

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@Rivaille_VD Sempre que vem à tona o assunto dos layouts de teclado, lembro do Isaac Asimov, no Prefácio de Histórias de Robôs - Volume 3. Sempre notei e me incomodou um pouco esse uso (e desgaste) excessivo da mão esquerda na digitação.

Porém, só vim a conhecer layouts alternativos de 2-3 anos para cá e Arlon foi o primeiro brasileiro que tive notícia de usar o DVORAK.

Confesso que tinha receio de aprender o DVORAK por medo de "esquecer" ou perder habilidade com o QWERTY, mas como você disse no post linkado que este não seria o caso, vou me aventurar :-)

Essa entrada foi editada (segunda-feira, 17 de março de 2025 15:03)
in reply to Diego

@Rivaille_VD

Porém, só vim a conhecer layouts alternativos de 2-3 anos para cá e Arlon foi o primeiro brasileiro que tive notícia de usar o DVORAK.


Puxa, não é pra tanto! O @yuribravos / @yuribravos também é dvorakeiro (eu acho). Mas creio que no mais, esse leiaute facilitou muito minhas coisas do dia a dia, até mesmo alguns atalhos. O T, o W, o C, o V e o X são todos próximos, do lado da mesma mão, aí enquanto uma segura o Ctrl a outra vai digitando os atalhos, o que facilita os atalhos para abrir nova aba, fechar aba, copiar, colar e recortar.

Além disso, vejo que a digitação tornou-se um ato muito mais silencioso e que “economiza” as teclas, já que aplico menos força na digitação, às vezes sem sequer tirar os dedos do teclado para digitar, já que os caracteres mais utilizados estão onde costumo pousar os dedos.

Ainda vou escrever outro dia no meu blogue sobre a minha adoção e algumas dicas. Mas se posso dar um conselho, eu aprenderia o teclado Brasileiro Nativo, que é uma versão do Dvorak aplicado ao português. Não que o Dvorak tenha uma aplicação complicada para o português, mas é que esse leiaute dá ênfase às letras K, W, e Y, que são pouco utilizadas nessa língua.

Essa entrada foi editada (segunda-feira, 17 de março de 2025 18:35)
in reply to Arlon

Sigo usando, agora já estou quase prescindindo de olhar as teclas pra escrever hahaha meu pc morreu e momentaneamente tô de volta ao qwerty, mas logo volto.

Eu ainda não tive essa tranquilidade com os atalhos pq antes o ctrl c e o ctrl v era com uma mão só e agora com duas, então não me acostumei ainda

Não percebi também se passou a fazer menos barulho, mas as coisas levam tempo hahaha

Eu só não fui direto pro Br Nativo por motivos de não ter ele em celulares e tablets e queria usar tudo com o mesmo teclado. Já mando uma foto do meu tecladinho.

in reply to Cavalo doido cavalo de pau

@Rivaille_VD

Eu ainda não tive essa tranquilidade com os atalhos pq antes o ctrl c e o ctrl v era com uma mão só e agora com duas


É, podia até ser, mas para tanto você tem que olhar para o teclado. Com Dvorak, isso é mais prático.

Eu só não fui direto pro Br Nativo por motivos de não ter ele em celulares e tablets e queria usar tudo com o mesmo teclado.


Moço, mas cada caso é um caso. Tanto o QWERTY quanto o Dvorak foram desenhados para teclados físicos. Há por aí teclados para telas de toque muito melhores do que o QWERTY ou mesmo o Dvorak. Eu próprio utilizo o Typewise. É proprietário, mas dá muito conta do recado.

in reply to Arlon

Obrigado pelas dicas e foto! Vou anotá-las para estudar aos poucos.

Esse conceito de fazer menos esforço e digitar sem tirar os dedos da "home row" vão ao encontro do caminho que venho trilhando. Desde que descobri o Vim, sigo essa filosofia de criar atalhos que não exijam contorcionismos.

Meu primeiro teclado mecânico era full (100%). À época, não era ligado nessas coisas. Deu defeito e, na garantia, peguei um 85% ANSI (sem "ç"), por falta de opção. Desde novembro passado, estou com um 60% ABNT2 e curtindo bastante.

Gostaria de ter um daqueles teclados programáveis; por hora, tenho algumas camadas que fiz usando apps como keyd e Autokey. Com este último, trouxe de volta o saudoso teclado numérico (uso AltGr + m, j, k, l, u, i, o... para 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6...). Para setas, uso "CapsLock + h, j, k, l". Fora outras perfumarias.

in reply to Diego

Fora outras perfumarias.


Falem o que quiserem, mas não acho que tudo que se refere a aprimoramento de instrumento da escrita é perfumaria.

Se eu pudesse, compraria até um Characorder que é absurdamente mais ergonômico (nenhum dedo sai do lugar) e flúido.

A curva de aprendizagem me parece longo, mas não passa nada. Não tenho medo de aprender.

Desde que descobri o Vim, sigo essa filosofia de criar atalhos que não exijam contorcionismos


Qual a do Vim? Se for uma questão de configurar atalhos, eu posso fazê-lo aqui mesmo no meu Xubuntu.

in reply to Arlon

De acordo. Bem legal mesmo o Characorder!

O Vim é um editor de texto, que roda no Terminal (e há também uma versão para ambiente gráfico). Mas ele guarda convenções que podem ser utilizadas em outros apps (ranger, qutebrowser, zathura etc.) O foco é uso apenas do teclado alfanumérico e das teclas Esc, Shift, Ctrl.

Ele possui vários modos e, em cada uma deles, as letras do alfabeto se comportam de forma diferente. No modo Normal, por exemplo, você pode navegar com h j k l, que são ←↓↑→, respectivamente. Quer ir para a primeira linha do texto? "gg"; quer deletar uma palavra inteira? "dw"; mudar a inicial de uma palavra já escrita para maiúscula? "~".

Já para escrever o texto, é necessário entrar no modo de Inserção pressionando "i", então o teclado vai se comportar como o de costume. Para sair do modo atual e voltar para o Normal, basta pressionar Esc.

Isso é só a ponta do iceberg. Você vai notar que alguns navegadores aceitam "j" e "k" para mover a página para cima ou para baixo, isso é uma herança do Vim.

Recomendo fazer o tutorial, digitando "vimtutor" no Terminal (o Vim vem instalado nas distribuições). É um meta texto no qual você pratica o que leu.

Essa entrada foi editada (segunda-feira, 17 de março de 2025 21:35)
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